• Monique Dasenbrock

Eneatipo 2: um breve resumo para ajudar na auto-observação


Identificado com o Ego:

O QUE NECESSITA DE AMOR

Orgulhoso, salvador, dependente, adulador, chantageador e intrometido


Breve descrição: Sua carência decorre de não querer a si mesmo. Internalizou que amar a si mesmo é um ato egoísta e que o importante é ser uma pessoa querida, sempre priorizando as necessidades dos outros. Acredita que quanto mais ajuda as pessoas, mais elas o amarão. E, que quanto mais o amam, mais feliz será. Mas, neste processo, acaba esquecendo de si mesmo e de suas necessidades, torna-se dependente e incapaz de ficar sozinho. Por causa de seu orgulho e soberba, acha que sabe melhor do que os outros o que eles precisam e geralmente dá conselhos. Mais tarde, pode cobrar tudo o que tem feito pelas pessoas.


Ferida de nascimento: Carência afetiva e sensação de não ser digno de amor. Na infância sentiram que a única forma de serem amados seria reprimindo as próprias necessidades e satisfazendo as necessidades dos outros. Começam a acreditar que precisam colocar a necessidade dos outros acima das suas próprias, que precisam ceder para obter, que precisam conquistar as pessoas porque o amor não lhe será simplesmente dado de “forma gratuita”.


Principais padrões de comportamento inconsciente do ego:

  • Consideram que ter necessidades próprias e expressá-las é um ato egoísta;

  • Acham que, se forem uma “boa pessoa”, os outros o amarão e, dessa maneira, serão capazes de se sentir felizes;

  • Seu orgulho impede que reconheçam suas necessidades emocionais e de pedir diretamente o que desejam ou precisam;

  • Desenvolvem uma generosidade egocêntrica: ajudam os outros porque desejam receber carinho e afeto em troca;

  • Às vezes, representam o papel da vítima e chantageiam emocionalmente os outros para receber o amor que seu ambiente não está lhe oferecendo;


Memórias da infância: Associam sua infância a ter que colocar as necessidades de seus pais e irmãos antes das suas. Até se lembram de ter aprendido que carinho, afeto e amor eram prêmios ganhos por serem bons, queridos e generosos com os outros. Assim, pouco a pouco interiorizaram que cuidar de si era um ato egoísta impróprio de "pessoas boas".


Medo inconsciente: Medo de não ser digno da aprovação e carinho das pessoas. Temem não serem amados pelo que são. Por isso se entregam com tanta dedicação aos outros. Acreditam que quanto mais amor e atenção derem, mais lhes será devolvido. Acreditam que precisam do amor dos outros para se sentirem felizes.


Visão limitada e distorcida do mundo:

O mundo está cheio de pessoas que dependem da minha ajuda, sou muito necessário”.
“Só consigo receber afeto ou cuidado ao seduzir os outros e quando atendo as necessidades deles”.

Vício emocional (paixão do ego): Orgulho. Não é vaidade ou narcisismo, é um “eu inflado”: “Todos precisam de mim. Eu não preciso tanto deles, como eles precisam de mim”. Dificuldade de perdir ajuda, acreditam que os outros deveriam adivinhar o que precisam. São atraídos pelo poder e querem ser amados por pessoas poderosas.


Vício mental (fixação): Adulação ou bajulação. Podem adular e agradar pessoas que, no fundo, não apreciam, apenas para manter a sua autoimagem. Adulam e bajulam para se sentirem amados por todos, principalmente pelas pessoas que lhes parecem mais difíceis de conquistar.


Mecanismo de defesa: Repressão. Reprimem as próprias necessidades, com medo de serem negadas e de sentirem novamente a dor que sentiram na infância. Utilizam a estratégia: “faço aos outros aquilo que quero que me façam”.


Tentação: Ajudar. Buscam ajudar os outros como estratégia para se sentirem amados, bom, merecedores do amor do outro. Às vezes se intrometem: “Mas eu sei do que você precisa.”


Armadilha: Bajulação. Necessidade de agradar, elogios forçados e gratuitos numa compulsão de ser agradável.



Conectado com o Ser:

HUMILDADE

Amoroso, empático, generoso, altruísta, se coloca à serviço e humanitário


Qualidade essencial: Ao recuperar o contato com o Ser, reconectam-se com sua qualidade essencial: a humildade, por meio da qual se ocupa primeiro de suas próprias necessidades, se amando como é.

  • Aquecem a todos com o calor do seu coração;

  • Nos mostram como podemos nos tornar profundamente humanos;

  • Conseguem trabalhar um pouco mais sozinhos;

  • Pedem ajuda;

  • Conseguem cobrar mais diretamente as pessoas (tomando decisões com a cabeça e não só com o coração);

  • Dedicam-se a uma atividade/hobby pensando só em si mesmo;

  • Não desejam ser mais do que simplesmente um ser humano;

  • Não se rejeitam pelo fato de terem necessidades humanas e narcisistas.


Grande aprendizado de vida: Amar a si mesmo e se tornar seu próprio melhor amigo.


Desafio psicológico: Como vão me querer se eu for egoísta priorizando a mim mesmo?


Objetivo: Perceber que todos nós somos amados pelo que somos, e não pelo quanto damos ou somos solicitados pelos outros. Entender que há um fluxo natural entre dar e receber. Vão deixando de ser pessoas que fazem jogos de manipulação em função de carências emocionais, que evitam mostrar suas fraquezas e que se acham superior tentando se sobressair aos olhos dos outros. Começam a acessar o amor incondicional. Tornam-se alguém que se ama muito e que está livre para amar os outros sem expectativas. Ajudam a quem precisa, mas agora desinteressadamente.


Em auto-observação você deve criar um espaço interno para perceber seus pensamentos, sentimentos e ações rotineiras. Preste atenção nas tendências de:

  • Negar suas necessidades e reprimir seus sentimentos como forma de se relacionar mais facilmente com os outros;

  • Adaptar-se, ajudar, agradar, fundir-se aos sentimentos e preferências dos outros para criar vínculos com pessoas específicas;

  • Evitar a rejeição e o isolamento mantendo uma imagem (inflada) de si, evitando impor limites e orquestrando auto apresentação que inclui contar pequenas mentiras e não ser autêntico.

Sempre que identificar um padrão, questione-se:

Por que isto habita de mim? De onde vem? Qual necessidade mais profunda estou tentando atender através de padrão? Agir/pensar/sentir assim me ajuda ou me atrapalha?


Quando houver uma tomada de consciência, experimente tomar novas atitudes e criar novas possibilidades.


OBS: O conteúdo aqui compilado é um resumo criado a partir das obras de Beatrice Chestnut, Borja Vilasceca, Domingos Cunha, Nicolai Cursino e Urâneo Paes, bem como de meus atendimentos e cursos. Meu profundo respeito e agradecimento a estes mestres que nos ensinam tanto.

Monique Dasenbrock

Contato:

(48) 991368323

moniquedasenbrock@gmail.com

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