• Monique Dasenbrock

Eneatipo 3: Um breve resumo para ajudar na auto-observação


Identificado com o Ego:

O QUE NECESSITA DE VALORIZAÇÃO

Vaidoso, falso, narcisista, workaholic, camaleão


Breve descrição: A ferida desta personalidade está em não valorizar verdadeiramente a si mesmo. Acredita que, caso não se destaque, brilhe ou se sobressaia em algum ambiente, ninguém o levará em conta. Acredita que seu valor como ser humano depende de seus triunfos profissionais e do status social alcançado. Tenta se sobressair através da imagem, do êxito e do reconhecimento. Importa-lhe muito o que pensam as pessoas. Busca a admiração dos outros, muitas vezes fingindo ser algo que não é e, de tanto se esconder por de trás de uma máscara, acaba esquecendo-se de ser quem verdadeiramente é. Torna-se ambicioso e competitivo, agindo como um camaleão para impressionar as pessoas com quem convive.


Ferida de nascimento: Sensação de não ser valioso.


Principais padrões de comportamento inconsciente do ego:

  • Acreditam que seu valor como pessoa depende, em grande parte, de seus sucessos profissionais e do status social alcançado.

  • Tentam projetar uma imagem de triunfo, mesmo quando não se sentem assim.

  • Têm uma tendência a cair no vício no trabalho, deixando de lado sua vida e seus relacionamentos pessoais.

  • Cativam a atenção dos outros exibindo um encanto pessoal bem calculado. São muito bom em criar uma boa impressão de si mesmo.

  • Às vezes pensam que, se não brilharem e não se destacarem, ficarão invisível aos olhos dos outros, praticamente deixando de existir.


Memórias da infância: Rejeição. Na infância foram valorizadas por conseguirem ser e fazer determinadas coisas extremamente bem. Perguntavam-lhes sobre desempenho e não sobre emoções. Internalizou que só vencedores são dignos de amor: “eu sou bom quando venço”.


Medo inconsciente: Ser considerado um fracassado. Teme não ter valor pelo que é, por isso se entrega com tanta determinação a suas metas profissionais. Acredita que quanto mais sucesso conseguir, mais valor e prestígio terá como pessoa.


Visão limitada e distorcida do mundo:

O mundo só valoriza os ganhadores, portanto vou tratar de triunfar a todo custo”.
“Como me apresento e o que tenho feito são elementos que comunicam às pessoas o que pensar e sentir sobre mim”.

Vício emocional (paixão do ego): Auto engano ou ilusão. Sentimento de que é o máximo e de que de fato é o personagem que criou. Molda-se e adapta-se para então chamar a atenção e criar impacto. Engana a si mesmo escondendo sentimentos reais de medo do fracasso. Não tem desejo de profundidade (de buscar a verdade nas coisas), enquanto a superficialidade funcionar. “Verdadeiro é o que funciona, o que gera resultado”.


Vício mental (fixação): Vaidade. Artimanhas mentais para autopromoção e para impressionar os outros por meio por meios de imagem, títulos, sucesso e resultados. A vaidade como uma ilusão de si mesmo, passando uma imagem que não corresponde ao que sente. Assim, acaba iludindo também aos outros.


Mecanismo de defesa: Identificação. Comporta-se do modo que os outros esperam e gostam, porque isso garante que será aceito por eles.


Tentação: Eficiência (Competência). Para garantir a eficiência, reprime sentimentos e emoções e é capaz de passar por cima de princípios e valores, e até de pessoas. O capitalismo se baseia no dogma do Tipo Três: “quem se esforça mais, consegue o que quer”.


Armadilha: Vaidade, necessidade de aparecer e de expor seus êxitos.



Conectado com o Ser:

AUTENTICIDADE

Honesto, valioso, eficiente, resolutivo, admirável e networker


Qualidade essencial: Recuperando o contato com o Ser, entra em contato com sua qualidade essencial: a autenticidade, por meio da qual se mostra como é sem se limitar ao que as pessoas pensam.


Grande aprendizado de vida: Valorizar a si mesmo pelo que é (e não pelo que tem ou pelo que consegue realizar).


Desafio psicológico: Como vão me valorizar se eu deixar de impressionar as pessoas e simplesmente me mostrar como sou?


Objetivo: Perceber que o amor vem pelo que eu sou e não pelo que eu faço, e que tudo o que precisa ser feito, será feito de acordo com a lei natural e não depende apenas de esforços individuais. Vão deixando de ser pessoas de fazer, fazer, fazer, que adotam personagens e adaptam-se ao que se espera dele para se tornarem apenas quem são, sem se adaptar, sentindo que têm valor por simplesmente existirem. Se tornam mais receptivos e menos ativos.

  • Desenvolvem autoestima genuína.

  • Acreditam em si mesmos.

  • Concretizam grandes projetos guiados pelo coração e pelo amor.

  • Amam a si mesmos sem competir com mais ninguém.

  • Resgatam o melhor em si e nos outros.

  • Manifestam externamente o que verdadeiramente sentem no coração.

  • Há coerência entre o que diz, fala e como vive e isso vem como um fluxo natural do coração.


Em auto-observação você deve criar um espaço interno para perceber seus pensamentos, sentimentos e ações rotineiras. Preste atenção nas tendências de:

  • Priorizar tarefas e objetivos de trabalho. Seja honesto consigo mesmo sobre o quão longe consegue ir e o que é capaz de fazer para de obter vitória e ser o melhor;

  • Apresentar-se de maneiras que não estão alinhadas com seus pensamentos e ações simplesmente para se adequar a imagem que os outros esperam de você;

  • Estar sempre em movimento e não desacelerar para evitar que sentimentos mais profundos venham à tona;

Sempre que identificar um padrão, questione-se:

Por que isto habita de mim? De onde vem? Qual necessidade mais profunda estou tentando atender através de padrão? Agir/pensar/sentir assim me ajuda ou me atrapalha?


Quando houver uma tomada de consciência, experimente tomar novas atitudes e criar novas possibilidades.


OBS: O conteúdo aqui compilado é um resumo criado a partir das obras de Beatrice Chestnut, Borja Vilasceca, Domingos Cunha, Nicolai Cursino e Urâneo Paes, bem como de meus atendimentos e cursos. Meu profundo respeito e agradecimento a estes mestres que nos ensinam tanto.

Monique Dasenbrock

Contato:

(48) 991368323

moniquedasenbrock@gmail.com

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