• Monique Dasenbrock

Eneatipo 4: um breve resumo para ajudar na auto-observação


Identificado com o Ego:

O QUE NECESSITA DE ATENÇÃO

Dramático, egocêntrico, desequilibrado, invejoso, complexo e melancólico


Breve descrição: Sua dificuldade está em ter dificuldade de enxergar a si próprio, apesar de constantemente estar olhando para o próprio um umbigo e de acreditar que sua dor está no centro do universo. Quer ser percebido pelos outros e, para tentar compensar seu complexo de inferioridade, pode esforçar-se para passar a impressão de uma pessoa única, especial e diferente. Quando comparado às pessoas, geralmente considera que lhe falta “algo” para ser feliz e para levar uma vida equilibrada. Mergulha na comparação, na tristeza e na melancolia. Seu egocentrismo o leva a falar demais sobre suas próprias emoções e sentimentos. No entanto, muitas vezes se sente incompreendido e sofre altos e baixos emocionais frequentes.


Ferida de nascimento: Sensação de ser inferior. Sensação ter sido abandonado.


Principais padrões de comportamento inconsciente do ego:

  • A hipersensibilidade faz dele uma pessoa com altos e baixos contínuos, como se vivesse em uma montanha-russa emocional permanente.

  • Devido ao seu caráter rebelde, é geralmente considerado o "estranho" ou mesmo a "ovelha negra" da família. Sente-se mal compreendido.

  • É muito egocêntrico e tende a falar constantemente sobre questões relacionadas às suas emoções e ao seu mundo interior.

  • Compara-se com outras pessoas em seu ambiente e geralmente conclui que é diferente delas (geralmente sentindo-se inferior).

  • Não gosta de situações e de pessoas comuns, superficiais ou vulgares; tudo tem que ser "especial e diferente".


Memórias da infância: Abandono, dor de ter se sentido preterido, abandonado, inferior e banal. Na infância sentiram-se abandonadas e incompreendidas pelos pais. Não puderam contar com espelhamento de características e qualidades. Sensação de não pertencer àquela família.


Medo inconsciente: De não ter uma identidade especial e ser considerado comum. Por isso se fecha tanto em si mesmo e se apega a suas emoções, sentimentos e fantasias sobre o que poderia ser.


Visão limitada e distorcida do mundo:

Os outros têm algo que me falta: o que há de errado comigo?”
“Minha intensidade é o que me faz especial”.

Vício emocional (paixão do ego): Inveja/Hipersensibilidade. Como se sente inferior e vive se comparando com os outros, sempre acha que os outros têm aquilo que lhe falta e daí nasce a inveja.


Vício mental (fixação): Melancolia (doce tristeza). Cria histórias de apego aos sentimentos sobre algo que não está mais aqui e agora.


Mecanismo de defesa: Introjeção / Sublimação artística. Os sentimentos não são expressos diretamente, mas por símbolos e rituais. Encena sua vida como uma obra de arte, fantasiando cenas onde é o centro das atenções para se sentir amado.


Tentação: Autenticidade (ser original). Quer ser “ele mesmo”, marcar a diferença, marcar a individualidade. “Eu sou mais eu”. Pode correr o risco de, quanto mais se esforçar para ser autêntico, mais egocêntrico se tornar.


Armadilha: Melancolia. Apego à doce alegria de estar triste, à dramatização do sofrimento e ao excesso de comparação.



Conectado com o Ser:

EQUANIMIDADE

Criativo, original, profundo, sensível, equilibrado e introspectivo


Qualidade essencial: Recuperando o contato com o Ser, entra em contato com sua qualidade essencial: a equanimidade, por meio da qual vive de forma estável e equilibrada independente do que o aconteça.

  • Altamente intuitivos e criativos.

  • Combinando autopercepção e introspecção com perseverança e força emocional.

  • Partilhando as sutilezas do seu coração e do seu mundo com as pessoas.

  • Esforçando-se para ser verdadeiro consigo mesmo.

  • Resgatam o melhor em si e nos outros.

  • Espaço interior e esvaziamento do coração: Capacidade de lidar com qualquer emoção sem se apegar a ela e sem rejeitá-la.

  • Mergulho nas profundezas das águas e se abre para a quietude.

  • Sem drama, sem dificuldade.


Grande aprendizado de vida: Ver a si mesmo como verdadeiramente é, deixando de se esforçar para ser único e especial a fim de que lhe queiram.


Desafio psicológico: Como vão me enxergar se eu deixar de sofrer, se deixar de expressar tudo de forma tão intensa e passar a viver de forma equilibrada?


Objetivo: Perceber que, no momento presente, nós somos amados e completamente inteiros, que não há perda de nenhum ingrediente em qualidade essencial, e que nós estamos interconectados e somos um com a Vida. Vão deixando de serem pessoas com humor oscilante, dramáticos, que se comparam demais “eu não tive isso, me faltou isso...” e que vivem as coisas com intensidade exagerada. Vão se tornando pessoas mais calmas e não tão emocionais assim (coração mais estável e não tão sujeito aos sentimentos e pensamentos), equânimes, que sabem que não possuem mais defeitos que os outros e por isso ser quem se é não exige esforço algum.


Em auto-observação você deve criar um espaço interno para perceber seus pensamentos, sentimentos e ações rotineiras. Preste atenção nas tendências de:

  • Aceitar e perpetuar crenças negativas sobre si mesmo a ponto de se fechar para os outros (para o amor e a bondade) com receio de ser abandonado. Perceba se você se sente único, especial e superior para compensar uma crença mais profunda de inadequação.

  • Fugir de agir e lidar com as verdadeiras causas do seu sofrimento, por apego as emoções, apego ao sofrimento e apego aos pensamentos negativos sobre quem você é.

  • Focar no que está faltando, permanecer concentrado no passado e desvalorizar o que está acontecendo agora, jogando fora o lado bom das situações e dos relacionamentos.

Sempre que identificar um padrão, questione-se:

Por que isto habita de mim? De onde vem? Qual necessidade mais profunda estou tentando atender através de padrão? Agir/pensar/sentir assim me ajuda ou me atrapalha?


Quando houver uma tomada de consciência, experimente tomar novas atitudes e criar novas possibilidades.


OBS: O conteúdo aqui compilado é um resumo criado a partir das obras de Beatrice Chestnut, Borja Vilasceca, Domingos Cunha, Nicolai Cursino e Urâneo Paes, bem como de meus atendimentos e cursos. Meu profundo respeito e agradecimento a estes mestres que nos ensinam tanto.

Monique Dasenbrock

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