• Monique Dasenbrock

Eneatipo 8: um breve resumo para ajudar na auto-observação



Identificado com o Ego:

O QUE QUER TER O CONTROLE

Agressivo, dominante, autoritário, reativo e vingativo


Breve descrição: Seu maior medo é que outros o prejudiquem, o controlem ou o dominem. Geralmente se protege atrás de um peito firme e vive na defensiva, reagindo de forma agressiva quando se sente ameaçado. Tende a intimidar através de seu olhar e de sua personalidade forte. Gosta de se encarregar das situações para não se submeter à vontade dos outros. Não suporta que digam o que ele tem que fazer e situações de injustiça o tira do sério. Para proteger sua vulnerabilidade, acredita que "a melhor defesa é um bom ataque".


Ferida de nascimento: Sensação de vulnerabilidade e falta de defesa.


Principais padrões de comportamento inconsciente do ego:

  • Gosta de se encarregar de situações para não se submeter ao controle de outras pessoas;

  • Esconde-se e se protege atrás de uma concha forte e dura. No entanto, tem um lado muito sensível e vulnerável, que mostra apenas as pessoas que o conquistam;

  • É muito direto, franco e honesto: geralmente intimida as pessoas ao seu redor;

  • Vive na defensiva por medo de ser prejudicado. É por isso que é tão hiper-reativo, mostrando sua fúria e raiva toda vez que se sente atacado por outros;

  • Suas explosões repentinas de raiva e agressividade às vezes fazem com que perca o controle de si mesmo. Não suporta ouvir o que ele tem que fazer;


Memórias da infância: Ter se sentido insignificante, frágil, vulnerável, desprotegidos, enganados, traídos, injustiçados...


Medo inconsciente: Ser ferido, controlado ou dominado. Cria uma couraça protetora onde esconde sua ternura, fraqueza e vulnerabilidade.


Visão limitada e distorcida do mundo:

“O mundo é um lugar conflituoso e injusto, onde só sobrevivem os fortes. Esforço-me para me proteger e proteger quem considero vulnerável.”
“Eu sou forte e mais poderoso do que as outras pessoas. Os outros não têm o poder de me limitar no que eu quero e faço”.

Vício emocional (paixão do ego): Luxúria. Excesso. Tende a uma satisfação excessiva dos instintos, sem experimentar qualquer sentimento de culpa. “Violenta” outra pessoa por prazer ou paixão – o outro pode ser usado como objeto, oprimido. Não respeita a vulnerabilidade do outro. Só tem sentimento de culpa quando acha que foi injusto ou falso.


Vício mental (fixação): Vingança e objetificação. A vingança, muitas vezes, pode vir disfarçada de indiferença. Parte para a retribuição e ainda acha que tem que fazer com as próprias mãos. Medo de que exista um complô contra ele, medo de que irão lhe dominar.


Mecanismo de defesa: Negação. Nega tudo o que não condiz com seu conceito de verdade e justiça. Nega e reprime as próprias fraquezas e os limites de seu poder. Nega que fala alto, que é impactante. Quando afetado por outros, pode negar os verdadeiros sentimentos, afastando-se.


Tentação: Justiça. Pode se intitular como o vingador ou o retribuidor, pois seu conceito de justiça é a “compensação”. Sente-se no direito e no dever de fazer justiça pelas próprias mãos.


Armadilha: Retribuição e vingança quando sente alguma injustiça fica querendo dar o troco.


Conectado com o Ser:

INOCÊNCIA

Poderoso, justo, líder, forte, terno e magnânimo


Qualidade essencial: Recuperando o contato com o Ser, entra em contato com sua qualidade essencial: a inocência.

  • Amorosos;

  • Gentis e ainda assim assertivos;

  • Conectados com o corpo, com energia de estar vivo;

  • Coração enorme gigante, cuidador, faz o que precisa ser feito. Um coração magnânimo e ao mesmo tempo gentil, sutil e doce;

  • O coração tem o que precisa para se manter aberto, tocável, pode chorar se está triste, é um coração afetável, que sente e vive: sem calcular se está seguro ou não;


Grande aprendizado de vida: Perdoar a si mesmo e perdoar os demais, soltando a culpa e o desejo de vingança.


Desafio psicológico: Como posso evitar que me façam mal se soltar a minha couraça e meu desejo de controlar?


Objetivo: Perceber que todos nós somos intrinsecamente inocentes e podemos naturalmente experienciar a verdade. Perceber que vulnerabilidade é uma qualidade da verdadeira força. Vai deixando de ser durão, fortão, excessivo, insensível, aquele que tenta forçar ou controlar a própria vida e vai se tornando mais suave, inocente (incapacidade de contra-atacar), receptivo (não reativo), vulnerável e enxergando o bem nas pessoas.


Em auto-observação você deve criar um espaço interno para perceber seus pensamentos, sentimentos e ações rotineiras. Preste atenção nas tendências de:

  • Sentir-se superior diante de todas as formas de autoridade: perceba como rejeita a voz da autoridade convencional e como rejeita limites. Quando você nega sua vulnerabilidade, acaba por alimentar a tendência a grandiosidade.

  • Perceba que tipos de coisa o deixam com raiva e porquê. Observe como exerce poder evitando sentir vulnerabilidade.

  • Perceba como seus pensamentos ficam focados no seu jeito de enxergar as coisas, no que você considera correto. Percebam como você esconde de si mesmo qualquer pensamento e sentimento sobre suas próprias vulnerabilidades.

Sempre que identificar um padrão, questione-se:

Por que isto habita de mim? De onde vem? Qual necessidade mais profunda estou tentando atender através de padrão? Agir/pensar/sentir assim me ajuda ou me atrapalha?


Quando houver uma tomada de consciência, experimente tomar novas atitudes e criar novas possibilidades.


OBS: O conteúdo aqui compilado é um resumo criado a partir das obras de Beatrice Chestnut, Borja Vilasceca, Domingos Cunha, Nicolai Cursino e Urâneo Paes, bem como de meus atendimentos e cursos. Meu profundo respeito e agradecimento a estes mestres que nos ensinam tanto.

Monique Dasenbrock

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