• Monique Dasenbrock

Eneatipo 9: um breve resumo para ajudar na auto-observação



Identificado com o Ego:

O QUE QUER EVITAR O CONFLITO

Preguiçoso, resignado, apático, acomodado, procrastinador


Breve descrição: A dificuldade desta personalidade está em não ter aprendido a lidar com conflitos e com a raiva. Tende a se recusar e a se anular como ser humano. Instala-se em uma zona de conforto onde vive inconscientemente, completamente alienado de si mesmo. Geralmente passa despercebido e evita tomar partido para não incomodar ninguém. É difícil para ele dizer "não" aos outros por medo de alguém ficar com raiva. Para não dizer nada inconveniente, ouve mais do que fala. Acredita que sua opinião não importa e tende a se conformar com o pensamento geral. Renuncia facilmente e tende a procrastinar, deixando tudo para o último momento. É dominado por sua apatia, indolência, negligência, passividade e comodismo.


Ferida de nascimento: Sensação de não pertencer, de não ser importante para o contexto.


Principais padrões de comportamento inconsciente do ego:

  • Busca harmonia com o ambiente externo (conforto e tranquilidade) mesmo que isso implique perda de contato com o ambiente interno (redução de consciência do interno/desconexão com a sabedoria interna).

  • Passa despercebido e evita tomar partido para evitar conflitos com qualquer coisa ou alguém. Acha que sua opinião não importa e se adapta ao pensamento geral das pessoas ao seu redor: satisfeito por estar em segundo plano.

  • É muito difícil estabelecer limites e dizer "não" aos outros por medo de que alguém fique com raiva; inconscientemente acumula muita raiva reprimida.

  • Vive a vida sem saber quem é ou para onde está indo, como uma bóia flutuante: deixando a vida o levar (e sem importar muito com isso).

  • Tende a procrastinar, pensando que suas tarefas ou responsabilidades acabarão se resolvendo por si só.

  • Pode se ver tentado a escolher o caminho de menor esforço.

  • Hábito de não pensar nas próprias prioridades.

  • Pode ser muito difícil encontrar e atender a própria direção interna que às vezes só consegue encontrar uma motivação quando vem atrelada ao desejo dos outros.

  • Pode criar várias reflexões, crenças e ideias para continuar vivendo o auto esquecimento e o auto abandono.

  • Desiste do que quer.


Memórias da infância: Tem a sensação que sua infância foi tranquila e harmoniosa. Para manter sua paz interior, adotou o papel de mediador durante os conflitos e evitou dar trabalho. Então, pouco a pouco, interiorizou que não vale a pena afirmar-se ou tomar partido. É bem possível que não tenha recebido a atenção que precisava e não tenha sido ouvido em seus desejos e preferências. É possível que tenha se sentindo negligenciado nos primeiros anos de vida e não possui o senso de pertencimento.


Medo inconsciente: Separar-se dos outros e entrar em conflito.


Estratégia para lidar com o problema: Ajusta-se ao que as outras pessoas querem e esquece do que quer. Harmoniza-se com os mais próximos e torna-se menos assertivo consigo mesmo. Pode achar que qualquer sentimento forte ou demonstração de preferência o coloque em conflito com os outros.


Visão limitada e distorcida do mundo:

“É difícil afirmar minhas vontades e desejos. Melhor me adaptar com o que já existe, passar despercebido e não criar conflito com ninguém”.
“Concordar para agradar é a única forma se ser”.

Vício emocional (paixão do ego): Preguiça (inércia / negligência). Preguiça não no sentido de “nada fazer”, mas sim como uma dificuldade de manter-se no rumo, sem desviar a atenção para coisas não essenciais. “Moleza”, falta de garra e falta de entusiasmo. E, sobretudo, preguiça de olhar para dentro de si.


Vício mental (fixação): Indolência. Pensamentos de menos valia em relação a si mesmo. Leva a vida de forma que seus sonhos e desejos não são tão importantes frente a todas as outras demandas da vida.


Mecanismo de defesa: Anestesia (narcotização, entorpecimento). Neutraliza a dor psicológica ou desconforto por meio de algum ofuscamento da consciência (comer, ler, cozinhar, ver TV, redes sociais, etc). Gasta suas energias anestesiando conflitos internos e externos e reprimindo sentimentos fortes.


Tentação: Auto rebaixamento. A tentação consiste em diminuir-se, sobretudo diante de si mesmo. À primeira vista, age com humildade, mas por trás disso existe uma falsa modéstia, medo e ao mesmo tempo vontade de aparecer.


Armadilha: Concordar em demasia com os outros. “Deixa para lá, não vale a pena se estressar”.


Conectado com o Ser:

AÇÃO CERTA / ENGAJAMENTO / PROATIVIDADE

Pacífico, harmonioso, diplomático, assertivo, curador e enérgico


Qualidade essencial: Recuperando o contato com o Ser, entra em contato com sua qualidade essencial: a ação certa, o engajamento, a proatividade, a diligência. Passa a agir e se mover conscientemente, enfrentando os conflitos com assertividade. Entende profundamente o ponto de vista dos outros. É motivado pelo amor à paz e a tranquilidade. Ajuda as pessoas a solucionarem conflitos e a fazerem concessões mostrando o ponto comum que há entre elas.Conquista mais autoconsciência.Age com mais confiança em beneficio próprio. Faz o esforço contínuo de se conectar consigo mesmo da mesma forma que se empenha na conexão com os outros. Impacta os outros de modo poderoso e positivo.


Grande aprendizado de vida: Sentir-se verdadeiramente em paz consigo, saindo da zona de conforto e ofertando cura, harmonia e coragem para os outros através de sua perspectiva que tudo inclui.


Desafio psicológico: Como posso estar em paz mesmo entrando em conflitos, estabelecendo limites e me afirmando?


Objetivo: Perceber que todos nós somos iguais e incondicionalmente amados (aceitos e apreciados) por quem nós somos e que nosso valor e bem-estar vêm de dentro. Vai deixando de ser uma pessoa murcha, que se anula, sem força, com dificuldade de falar não e dar a própria opinião, que evita conflitos, acometido em ações rotineiras (“uma pessoa como todo mundo”) para ir se tornando gigante, forte e sereno (uma força silenciosa). Assume a energia física, sente o sangue correndo nas veias. Tornam-se práticos, ativistas e pacificadores, assumindo a coragem para grandes missões, para fazer as coisas para si mesmo e iniciar projetos novos, do zero.


Em auto-observação você deve criar um espaço interno para perceber seus pensamentos, sentimentos e ações rotineiras. Preste atenção nas tendências de:

  • Concordar facilmente com os desejos e vontades dos outros. Perceba se você se distrai com algo menos importante quando tinha uma prioridade sua para atender. Observe quais são as atividades que você realiza e que contribuem para seu adormecimento.

  • Evitar entrar em conflito com alguém para evitar a desarmonia e a separação;

  • Ficar preso na inércia quando deveria agir e não age, quando deveria decidir e não decide;

Sempre que identificar um padrão, questione-se:

Por que isto habita de mim? De onde vem? Qual necessidade mais profunda estou tentando atender através de padrão? Agir/pensar/sentir assim me ajuda ou me atrapalha?


Quando houver uma tomada de consciência, experimente tomar novas atitudes e criar novas possibilidades.


OBS: O conteúdo aqui compilado é um resumo criado a partir das obras de Beatrice Chestnut, Borja Vilasceca, Domingos Cunha, Nicolai Cursino e Urâneo Paes, bem como de meus atendimentos e cursos. Meu profundo respeito e agradecimento a estes mestres que nos ensinam tanto.

Monique Dasenbrock

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(48) 991368323

moniquedasenbrock@gmail.com

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