Newsletter: Alguns minutinhos de autocompaixão


Minha newsletter mensal é escrita com o intuito de compartilhar conteúdo relacionado a algum tema que esteja pulsando por aqui. O objetivo é lhe inspirar a refletir e a agir a partir de uma nova perspectiva. No mês de abril, o assunto foi: Autocompaixão.




Olá! Já passou mais de um mês desde a última vez que te escrevi e espero te encontrar bem!


Fico por aqui pensando: “O que será que você experienciou neste último mês e quais será que estão sendo os seus maiores desafios?”. Para mim, o mês de abril foi um período de transformações e, em decorrência disso, um período de intensas emoções.

Enquanto eu navegava por esse mar turbulento, muitas vezes me apoiei e busquei centramento através de uma prática muito simples – e também muito potente - que é a prática da autocompaixão. Por isso, decidi dedicar a newsletter do mês todinha a ela.

O que é autocompaixão? E mais do que saber o que isso significa, como e por que cultivar compaixão por si mesmo?

No ano passado, entrei em contato com o tema através do trabalho da Kristin Neff. Kristin dedicou o seu doutorado ao estudo da autocompaixão e dos benefícios que a prática traz para nossas vidas. A autocompaixão consiste em se aceitar e em aceitar o que se está vivendo de coração aberto! Em seus estudos, a pesquisadora destacou a importância dos seguintes aspectos:

  1. Ser gentil consigo mesmo, ou seja, ser bondoso e cuidadoso consigo. Saber observar e identificar o que se está sentindo e o que se está necessitando no momento.

  2. Ter certeza de que estamos todos juntos nessa jornada humana de alegrias e tristezas. Lembrar-se que a dor faz parte da vida e que é uma experiência comum a toda humanidade.

  3. Estar plenamente atento ao que é, percebendo os pensamentos e as emoções que nos habitam a cada momento.

Para colocar a autocompaixão em prática, primeiramente é preciso ter a sensibilidade de reconhecer quando se está passando por um momento delicado. Às vezes, a dor é simplesmente óbvia. Mas, tantas outras vezes, não é. Então, reconhecer que o momento está difícil para nós, é o primeiríssimo passo. Depois disso, ao invés de se condenar por tudo que não está sendo possível ou de se criticar por erros e fracassos, o caminho é usar a experiência da dor para amolecer o coração e dar a si mesmo doses extras de amor, de aceitação e de proteção.

Todos nós passamos por momentos difíceis. Todos nós navegamos, de tempos em tempos, por mares turbulentos. A prática da autocompaixão nos lembra que entrar em um redemoinho de culpa, julgamento e auto exigência definitivamente não contribui. Kristin Neff, diz que: “cultivar autocompaixão nos permite florescer e apreciar a beleza e a riqueza da vida, mesmo em tempos difíceis”.

Meu convite para você é que, em um próximo momento doloroso, você se permita parar por uns minutinhos, reconhecer que está difícil e dedicar a si mesmo algumas palavras amorosas. Quem sabe iniciando por “está tudo bem você estar se sentindo assim, meu bem...”. Experimente falar com você mesmo como se você estivesse acolhendo um amigo que enfrenta um momento difícil. Uma simples prática assim já é capaz de acalmar as nossas mentes e de nos ajudar a encontrar uma direção mais saudável e alegre.

Espero que essas palavras contribuam hoje e sempre que o mar estiver agitado por aí.

Com amor,

Monique


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